A tentação

 © Letícia Thompson

 

 

A tentação é uma prova pela qual passa nossa parte humana em grau mais ou menos elevado. Geralmente atinge nosso lado fragilizado e carente onde, por isso mesmo, existe uma brecha. Ou seja, chega nos momentos onde estamos mais vulneráveis e é preciso estarmos atentos para não cairmos nessa armadilha que nos conduzirá ou ao sofrimento ou a perdas, às vezes irreparáveis.

Elas são diferentes para cada um segundo aquilo que seu coração dá maior ou menor importância. Assim, um copo de bebida alcoólica representa uma tentação para quem está tentando parar de beber e não representa nada para uma pessoa comum. Por isso mesmo precisamos estar vigilantes com as nossas fraquezas, pontos sensíveis onde sabemos que podemos ser levados.

Não se julgue forte demais. Você nunca esteve diante de algo que foi mais forte do que suas próprias forças e que te fizeram, por um instante, se esquecer de tudo o mais? Alguma coisa assim tão forte que por um momento você tivesse perdido toda a noção de pecado, certo ou errado... por alguns intantes você não pensou, você se deixou levar, sem medir conseqüências, sem pensar no depois. É como se no mundo todo só existisse você e seu desejo. Mas a realidade é cruel depois. A consciência acusa. Para alguns é suficiente esse sentimento de culpa para refletir e parar por aí. Mas para outros... a prática contínua de atos pecaminosos pode levar à idéia de que tudo é natural e sempre haverá uma desculpa, um meio de justificação para esse ato ou aquele.

Deus não nos acusa. O fato de cairmos em tentação uma vez ou outra não nos torna pessoas perdidas, desde de que reconheçamos nosso erro. O que Deus não aprova são essas pessoas para as quais o pecado torna-se coisa natural e que se justificam dizendo que a vida passa muito rápido e que devemos tudo experimentar.

Se você se conhece o bastante para ter consciência das suas fraquezas e não sabe se terá forças ou não para resistir, evite passar pelo caminho. Isso se chama sabedoria. Se sabemos que existe um abismo na nossa frente, vamos nos desviar, não? É assim com a vida... certos caminhos, certas escolhas, podem ser abismos dos quais dificilmente poderemos sair.

A felicidade plena é a paz de espírito, a sensação de bem estar com a vida, com o corpo, com a alma. Se estamos nesse caminho, sigamos em frente. Se não... é sempre tempo de voltar e escolher uma nova direção.

 

Letícia Thompson

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